Polícia usa gás lacrimogêneo em confrontos com manifestantes durante protestos na França
Manifestações contra o aumento do custo de vida e a precariedade dos serviços públicos mobilizaram milhares de pessoas em diferentes cidades francesas neste sábado (17).
A polícia francesa utilizou gás lacrimogêneo e entrou em confronto com manifestantes neste sábado (17), durante uma série de protestos contra o aumento do custo de vida e a deterioração dos serviços públicos. As manifestações ocorreram em diversas cidades do país, incluindo Paris, Marselha, Lyon, Rennes e Toulouse.
Segundo informações das autoridades francesas divulgadas pela imprensa internacional, até o meio-dia haviam sido registradas 140 manifestações fora de Paris, reunindo aproximadamente 32,8 mil pessoas. O número de detenções aumentou ao longo do dia, chegando a mais de 150 registros em algumas atualizações e a 272 prisões segundo balanços posteriores.
Os protestos começaram em setembro, com mobilizações de estudantes do ensino médio que denunciavam a falta de professores e as condições inadequadas em algumas escolas. Com o passar das semanas, o movimento ganhou dimensão nacional e passou a incluir reivindicações relacionadas à desigualdade social, ao aumento dos preços, aos gastos públicos e à qualidade dos serviços oferecidos à população.
Em Paris, grupos de manifestantes entraram em confronto com agentes de segurança nas proximidades da Place de la République. A polícia utilizou gás lacrimogêneo e jatos de água para dispersar grupos que lançavam objetos e fogos de artifício. Também foram registrados incêndios em objetos nas ruas e danos a estabelecimentos comerciais.
Em Lyon, uma agência de turismo foi incendiada durante os protestos. Já em Marselha, a sede da prefeitura foi alvo de vandalismo, levando as autoridades locais a solicitar reforço policial.
A mobilização também contou com a participação de pessoas que utilizavam coletes de alta visibilidade, em referência ao movimento dos Coletes Amarelos, que ganhou força na França em 2018 e ficou conhecido pelas manifestações contra impostos sobre combustíveis e pelo alto custo de vida.
As manifestações representam um novo desafio para o governo do presidente Emmanuel Macron, que enfrenta pressões relacionadas à economia, à dívida pública e à qualidade dos serviços públicos. O governo pediu que os participantes mantenham a ordem, enquanto organizações sindicais defendem melhores salários, aposentadorias e condições de vida.
A atuação policial também está sob escrutínio após relatos de feridos em manifestações anteriores. As autoridades francesas informaram que investigações estão em andamento para apurar denúncias relacionadas ao uso da força durante os protestos.
Fonte: G1, Reuters e Associated Press

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